Agruparam-se os jornalistas e especializaram-se por temas.
1- Entrevistas de rua
Primeiro chegou um avô. Não era um avô qualquer, mas um avô que nasceu na judiaria e conhece a herança que a comunidade judaica deixou nas tradiçoes da Páscoa (ok, Garcia, não tanto como tu, que fique bem esclarecido!). Trouxe consigo as diferenças entre bolo da massa, boleima, bolo finto e biscoitos escaldados. E, naturalmente, juntámos os saberes aos sabores.
Na outra sala tinhamos outra convidada. Alguém que, de tanto gostar da sua Páscoa, resolveu investigar melhor a sua evolução até aos nossos dias, para a sua tese de mestrado. E não é que antigamente a Aleluia "aparecia" de manhã?
A Banda União Artística faz parte da nossa Páscoa. Esta "senhora", já centenária, continua a dar-nos música. Desvendámos-lhe as histórias, as fotos antigas, os galhardetes...
e até as roupinhas, umas engomadas e aprumadas, outras mais... improváveis.
e até as roupinhas, umas engomadas e aprumadas, outras mais... improváveis.
E os instrumentos, enfadados de a tudo assistirem em silêncio, as baquetas já impacientes, ao sinal da batuta
irromperam estrondosos ao ritmo da nossa curiosidade.
A toque de caixa, seguimos visita. Tum, tum, tum, já lá vem a procissão?
Se a uns jornalistas cabia pôr a boca no trombone, a outros só mesmo pondo a mão na massa! E, para eles, uma boleima já não tem segredos...
É só juntar os ingredientes.....apagar a farinha
e + a camada de cima...açúcar,canela...ei-la pronta para o forno!
Apontaram tudo?
E o que terá acontecido depois?
*Pessá - Páscoa judaica
P.S. Um muito obrigado ao Carolino Tapadejo, Susana Machado, José Maria Marmelo, Fátima Miranda, Maria Augusta Dias (e toda a cozinha) pelo imenso entusiasmo, generosidade e dedicação com que partilharam connosco os vossos/nossos patrimónios e contribuíram para que continuem vivos.
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